Gestão e gerenciamento de resíduos da construção civil | Guia completo

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A gestão e gerenciamento de resíduos da construção civil assume enorme importância nos esforços para alcançar a sustentabilidade urbana. Em resposta ao crescente volume de resíduos gerados pelo setor, a Política Nacional de Resíduos Sólidos, bem como a Resolução 307 do Conama, enfatiza a responsabilidade das prefeituras na implementação de políticas de gerenciamento. 

Este processo envolve a classificação dos resíduos em categorias distintas – reutilizáveis, recicláveis, não recicláveis e perigosos – e a adoção de estratégias específicas para cada tipo, visando a redução, reutilização e reciclagem sempre que possível.

Atualmente, a responsabilidade recai principalmente sobre as prefeituras, que devem elaborar e executar o Plano Municipal de Resíduos da Construção Civil, regulamentando o manejo adequado, desde a segregação na origem até a destinação final adequada.

Este gerenciamento minimiza os impactos ambientais associados ao descarte inadequado e promove a economia circular, reduzindo a demanda por recursos virgens e fortalecendo a responsabilidade social e ambiental no contexto urbano.

E, claro, no artigo de hoje, a Zhip falará mais sobre como fazer gestão de resíduos de construção civil. 

O que é gerenciamento de resíduos da construção civil?

A gestão de resíduos da construção civil refere-se ao conjunto de práticas destinadas a minimizar e gerenciar os resíduos gerados durante as atividades de construção, reforma, reparo e demolição de estruturas civis. 

Esse processo abrange a coleta, transporte, processamento, reciclagem, reutilização e disposição final dos resíduos, sempre com o objetivo de reduzir os impactos ambientais, promover a sustentabilidade e cumprir com as legislações vigentes. 

A gestão desses resíduos implica na adoção de estratégias que vão desde o planejamento de obras com menor geração de resíduos até a implementação de sistemas de reciclagem e reutilização dos materiais, envolvendo todos os stakeholders, desde os geradores dos resíduos até as prefeituras e entidades responsáveis pela regulamentação e fiscalização.

O que são resíduos da construção civil?

Resíduos da construção civil são materiais excedentes ou descartados resultantes das atividades de construção, reforma, reparo e demolição de edificações, infraestruturas públicas e privadas, e obras de urbanização. 

Esses resíduos incluem muitos tipos de materiais, tais como concreto, tijolos, cerâmicas, madeira, metal, vidro, plástico, gesso, além de terra e rochas provenientes de escavações. 

Comumente referidos como entulho, esses resíduos, se não gerenciados adequadamente, causam sérios danos ao meio ambiente, como poluição do solo e da água, além de contribuir para o esgotamento dos aterros sanitários.

Quais os tipos de resíduos da construção civil?

Os resíduos da construção civil podem ser classificados em quatro categorias principais, conforme estabelecido pela Resolução 307 do Conama:

Classe A

Resíduos reutilizáveis ou recicláveis como agregados, incluindo materiais como concreto, tijolos, blocos cerâmicos, e solos provenientes de terraplanagens. Esses materiais podem ser processados e reutilizados em novas obras de construção ou em aplicações de infraestrutura.

Classe B

Resíduos recicláveis para outras destinações, como plásticos, papéis, metais, vidros e madeiras. Apesar de não serem incorporados novamente no ciclo de construção, esses materiais são encaminhados para a reciclagem industrial.

Classe C

Resíduos para os quais ainda não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam sua reciclagem ou recuperação. Exemplos incluem certos tipos de plásticos e compósitos utilizados na construção.

Classe D

Resíduos perigosos oriundos do processo de construção, tais como tintas, solventes, óleos e outros produtos químicos, ou resíduos contaminados resultantes de demolições, reformas e reparos de clínicas radiológicas, instalações industriais, entre outros. 

Estes materiais exigem tratamento e disposição especial para evitar riscos à saúde pública e ao meio ambiente.

A correta identificação e classificação dos resíduos servirá, inclusive, para o sucesso da gestão de resíduos da construção civil, permitindo a adoção das estratégias mais apropriadas para sua redução, reutilização, reciclagem e disposição final segura.  

Como é feito o tratamento de resíduos da construção civil?

O tratamento de resíduos da construção civil (RCC) engloba diversas técnicas e processos destinados a reduzir, reutilizar, reciclar e dispor adequadamente os materiais descartados pelas atividades de construção, reforma, reparo e demolição. 

Inicialmente, envolve a segregação dos resíduos no local de geração, separando-os conforme sua natureza e potencial de reciclagem. 

Posteriormente, esses resíduos são coletados e transportados para instalações de tratamento, onde são submetidos a processos específicos, como a trituração para produção de agregados reciclados, compostagem para resíduos orgânicos, ou incineração para materiais não recicláveis em condições controladas. 

O objetivo é maximizar a recuperação de materiais e minimizar o volume de resíduos enviados para aterros.

Quais são os tipos de tratamento de resíduos?

Os tratamentos de resíduos da construção civil podem ser classificados em:

  1. Reciclagem: Processo pelo qual resíduos sólidos são transformados em novos produtos ou materiais de uso. Inclui a trituração de concreto, tijolos e cerâmica para produzir agregados reciclados.
  2. Reutilização: Consiste na utilização de resíduos, sem alteração significativa de sua forma ou composição, em novas funções ou aplicações, como a reutilização de madeiras e metais.
  3. Recuperação energética: Transformação de resíduos não recicláveis em energia, através de processos de incineração ou gaseificação, sob condições controladas para minimizar impactos ambientais.
  4. Compostagem: Aplicável a resíduos orgânicos provenientes de atividades de paisagismo, esse processo biológico converte material orgânico em composto utilizado como adubo.
  5. Aterramento: Disposição final de resíduos não recicláveis ou não recuperáveis em aterros específicos para RCC, seguindo normas técnicas que previnem danos ambientais.

Qual a diferença entre RCC e RCD?

RCC (Resíduos da Construção Civil) e RCD (Resíduos de Construção e Demolição) são termos frequentemente utilizados como sinônimos para descrever materiais descartados gerados pelas atividades de construção, reforma, reparo e demolição. 

No entanto, a diferença entre eles reside mais no âmbito de aplicação do termo do que na composição dos resíduos em si.

RCC

Este termo é mais utilizado no Brasil, seguindo a nomenclatura adotada pela Resolução 307 do Conama, enfocando na gestão, segregação, coleta, reciclagem e disposição final dos resíduos gerados pelas atividades de construção civil.

Ele abrange muitos tipos materiais, incluindo concreto, metais, madeira, vidro, etc.

RCD

Embora refira-se aos mesmos tipos de resíduos que o RCC, este termo é mais utilizado em caso de demolições de obras. 

Equipamentos para usina de reciclagem de resíduos da construção civil 

Já pensou em contar com a Zhip com equipamentos e usina de reciclagem de resíduos da construção civil?

A gestão e o gerenciamento de resíduos da construção civil (RCC) representa um dos desafios mais significativos enfrentados pelas prefeituras em todo o país

Com o aumento constante da geração de RCC e a necessidade premente de cumprir com as normativas ambientais, como as estabelecidas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, bem como o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), as prefeituras buscam soluções que não só atendam a essas exigências, mas que também sejam técnica e economicamente viáveis e sustentáveis. 

Justamente por isso, nesse contexto, os equipamentos para usina de reciclagem de RCC emergem como uma resposta eficaz, oferecendo múltiplas vantagens.

Conformidade com a legislação

Os equipamentos modernos para usinas de reciclagem são projetados para processar uma variedade de resíduos da construção civil, convertendo-os em materiais reutilizáveis. 

Essa capacidade de transformação atende diretamente às diretrizes da Resolução 307 do Conama, que incentiva a reciclagem e a reutilização de RCC, promovendo a redução do volume de resíduos destinados a aterros sanitários. 

Com esses sistemas, as prefeituras asseguram a conformidade com as leis ambientais, evitando penalidades e reforçando seu compromisso com a sustentabilidade.

Autonomia operacional

Uma das principais características dos equipamentos para usina de reciclagem de RCC é a autonomia operacional. Eles são projetados para serem fáceis de operar, com mínima necessidade de intervenção manual, reduzindo o custo operacional. 

Além disso, sua praticidade permite que grandes volumes de resíduos sejam processados rapidamente, maximizando a produtividade e garantindo uma gestão de resíduos ágil.

ESG – Sustentabilidade e economia de recursos

A reciclagem de RCC contribui para a conservação do meio ambiente, minimizando o uso de aterros, como também promove a economia circular. 

Os materiais reciclados podem ser utilizados em novas obras, reduzindo a demanda por recursos naturais e diminuindo os custos com materiais. 

Dessa forma, representa uma vantagem econômica significativa para as prefeituras e para os contribuintes, ao reduzir os gastos públicos e fomentar práticas de construção mais sustentáveis.

Clima – Redução da pegada ambiental

O uso de equipamentos especializados para a reciclagem de RCC contribui para uma redução da pegada ambiental associada à construção civil. 

Ao transformar resíduos em materiais reutilizáveis, diminui-se a exploração de recursos naturais, a emissão de gases de efeito estufa e a poluição ambiental. Assim, alinha as práticas municipais de gestão de resíduos com os objetivos globais de sustentabilidade e proteção ao meio ambiente.

Solução para o desafio das prefeituras

A implementação de equipamentos para usinas de reciclagem de RCC oferece às prefeituras uma solução definitiva para o desafio de gerir os resíduos da construção civil, estando em dia com as normas do Conama. 

Além de proporcionar uma gestão de resíduos mais sustentável, esses equipamentos representam um passo importante em direção ao cumprimento das metas ambientais, ao mesmo tempo em que oferecem benefícios econômicos. 

Com essa tecnologia, as prefeituras podem eliminar a “dor de cabeça” relacionada ao cumprimento das exigências legais e, ao mesmo tempo, contribuir para a construção de um futuro mais sustentável para suas comunidades.

Usina Móvel – Combatendo o desperdício com Estradas Renováveis!

O  Resíduo de Construção Civil (RCC)  é notoriamente volumoso e quando destinado a aterros, sua presença impacta diretamente na vida útil desses locais. Segundo dados da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), as regiões Norte e Nordeste dispõem  de 75% dos resíduos locais inadequados, como lixões e aterros controlados. Já na região Sudeste, 45% do lixo é descartado de maneira inadequada.

A solução para evitar esse aumento nos aterros está na reciclagem do RCC e é aqui que a Usina Móvel se destaca como uma poderosa aliada na transformação desse desafio em oportunidade. 

Ao invés de ser destinado a aterros, o material resultante da Usina encontra uma nova vida pavimentando estradas rurais. Esse processo não só diminui a pressão sobre os aterros, prolongando sua vida útil, mas também contribui para a construção de estradas sustentáveis, promovendo o desenvolvimento das comunidades locais e a sua capacidade de deslocamento permite que os resíduos sejam processados para reutilização próximos aos locais onde serão utilizados.

O processo de reciclagem não é apenas uma questão de eliminar o desperdício, mas sim de criar materiais úteis e sustentáveis que podem ser reintegrados em novas pavimentações. A capacidade da Usina Móvel é um diferencial significativo. Triturando de 80 a 100 toneladas por hora, com a capacidade de separar componentes ferrosos, a usina oferece uma solução ágil e eficaz para o gerenciamento do RCC. 

Além disso, sua capacidade de triturar concreto armado amplia ainda mais o escopo de materiais que podem ser processados. O resultado do processo de reciclagem é uma variedade de materiais reutilizáveis, incluindo areia fina, areia grossa, pó de pedra e bica corrida. Esses materiais podem ser aplicados em diversas obras, como pavimentação, construção de guias, valas, sarjetas, calçadas, entre outros, demonstrando a versatilidade e a utilidade prática da reciclagem. 

Reconhecimento dos Órgãos Ambientais – A Usina Móvel já deixou sua marca positiva em mais de 360 municípios

Esse alcance extenso não apenas evidencia a eficácia da tecnologia, mas também ressalta o compromisso da Zhip em melhorar continuamente o destino dos resíduos da construção civil. Cada município atendido representa um passo em direção a um futuro mais sustentável! 

Ao optar pela Usina Móvel, estamos construindo um futuro mais sustentável, transformando desafios em estradas de oportunidades.

Como fazer gestão o gerenciamento de resíduos da construção civil ?

A gestão e gerenciamento de resíduos da construção civil (RCC) é uma área muito importante para o desenvolvimento sustentável, enfrentando desafios relacionados à sustentabilidade ambiental, econômica e social.

Dessa forma, implementar uma gestão de RCC não só atende à legislação ambiental, como a Resolução 307 do Conama, como promove práticas mais sustentáveis no setor da construção.  

Dentre as principais dicas de sua implementação, estão:

1. Planejamento e segregação na origem

O planejamento das atividades de construção reduz a quantidade de resíduos gerados, incluindo a precisão nas quantidades de materiais necessários, a reutilização de materiais e a escolha de produtos com menos embalagem.

Separar os resíduos na origem facilita a reciclagem e a reutilização. Identificar e destinar corretamente os diferentes tipos de resíduos (classe A, B, C e D) desde o início evita a contaminação de materiais recicláveis e melhora o processo de gestão.

2. Reciclagem e reutilização

Encaminhar os resíduos para instalações de reciclagem especializadas pode transformá-los em novos materiais de construção, como agregados para pavimentação ou novos tijolos e blocos.

Muitos materiais, como madeiras e metais, podem ser diretamente reutilizados em outras obras ou reformas. A conscientização e treinamento das equipes de obra sobre as possibilidades de reutilização servem para a implementação efetiva dessa prática.

3. Parcerias estratégicas

Estabelecer parcerias com empresas de reciclagem e organizações facilitará a destinação correta dos resíduos e até mesmo gerar receita para o projeto.

Trabalhar em conjunto com outras empresas ajudará a alinhar as práticas de gestão de resíduos com as políticas municipais e acessar recursos ou infraestruturas de reciclagem disponíveis.

4. Conformidade legal e responsabilidade

Estar em dia com a legislação é muito importante. Por isso, conhecer e seguir as diretrizes estabelecidas pelo Conama e pelas legislações evita penalidades e fortalece a imagem de responsabilidade ambiental.

Investir na capacitação das equipes sobre a importância da gestão de resíduos e as melhores práticas melhora ainda mais a produtividade da segregação, coleta e destinação dos resíduos.

5. Monitoramento e melhoria contínua

Monitorar regularmente a quantidade e o tipo de resíduos gerados, bem como a qualidade das estratégias de gestão adotadas, permite identificar oportunidades de melhoria e ajustar processos conforme necessário.

Explorar novas tecnologias e métodos para o tratamento e reciclagem de resíduos oferecerá, inclusive, soluções mais sustentáveis, alinhadas às tendências globais de sustentabilidade.

A gestão e gerenciamento de resíduos da construção civil servem para a sustentabilidade urbana, conforme exigido pela Lei e Política Nacional de Resíduos Sólidos. As prefeituras, como gestoras públicas, devem adotar práticas de economia circular, promovendo eficiência e ecoeficiência.

A responsabilidade inclui a conformidade ambiental, evitando crimes ambientais, sob o escrutínio de órgãos ambientais e do Ministério Público. A transição “Do problema à solução” envolve a segregação e gerenciamento adequado, visando a redução, reutilização e reciclagem.

Dessa forma, melhora a imagem do gestor, influenciando a percepção do cidadão e alinha-se aos princípios ESG. O gerenciamento minimiza os impactos ambientais e fortalece a economia circular, contribuindo para uma gestão urbana mais sustentável.

E então, mais alguma dúvida de como fazer gestão de resíduos da construção civil?